O que 2018 promete para as marcas?

Por Tatá Cirenza | 3 min para ler

Hack do artigo: Tenha um motor de novidades ou você irá afundar.

Ano novo, artigo novo e, mais uma vez, um olhar novo do Brandhack sobre o que 2018 promete em termos de branding, tendências e consumo.

Bem vindos a mais uma estreia!

Como janeiro é o mês que todo mundo pára e olha pra frente, nada mais justo do que investigarmos o que o ano promete para o futuro das marcas.

Imagem blog future

Com isso na cabeça e na barra de busca do Google me deparei com um artigo interessante da Forbes que lista de A a Z as marcas que, na visão deles, vão merecer a nossa atenção nos próximos doze meses. Tem muita coisa óbvia lá, a começar pelo A de Amazon e Z de “Geração Z”, mas o legal da seleção é justamente não olhar simplesmente para as campeãs.

Das vinte e seis escolhidas, metade está lá porque têm a sua existência ameaçada, na maioria das vezes, pela outra metade: a das campeãs. Se analisada com cuidado, vemos que a lista retrata quase que uma dicotomia perfeita entre a velha e a nova economia e nos mostra o que o mercado enxerga como fundamental para o sucesso das marcas no futuro próximo.

Se por um lado aponta-se a caminhada lenta, quase retrógrada das lojas de departamento e shopping centers americanos. Por outro, mostra-se com empolgação exagerada a entrada da Amazon em novos setores e mercados. Seria finalmente a vitória do online sobre o offline?
Na mesma lista vemos coisas como:

Kraft e Kellog representando a letra K com alerta vermelho pela ameaça que sofrem dos hábitos mais saudáveis de alimentação, da busca por produtos naturais e orgânicos; e das fazendas locais.

Old Navy, do grupo GAP no O, mostrando que não é fácil sobreviver na corrida do Fast Fashion, onde Zara, Forever 21 e outras já anunciam há tempos seu triunfo.

Peloton no P, uma empresa que desenvolve bicicletas e esteiras que emulam uma aula de ginástica totalmente online e que representa o medo na pele das academias tradicionais de ginástica, aquelas que cobram para seus alunos terem preguiça de frequenta-las.

Huawei no H e Tencent no T mostrando o poder que as marcas asiáticas têm de dominar o cenário econômico futuro. O valor de mercado da última já ultrapassa 500 milhões de dólares, cifras maiores que a do Facebook.

E o que isso tudo quer dizer?

Bom… não importa quais sejam os exemplos, essas marcas demonstram uma ou mais tendências em comum, não só para 2018, mas para os próximos anos.

O fato é que o mundo em que vivemos mudou e para sobreviverem nessa nova lógica,  as marcas vão ter de ter mais resiliência, mais capacidade de adaptação e mais energia para inovar, sempre. Afinal, quem consome em 2018 é quem quer novidade, quem não se contenta com promessas vazias, quem exige causa, propósito e simplicidade.

A lógica que empurra as vencedoras pro pódio é a mesma que tem afundado as fracassadas, e o segredo vai estar em identificar de que forma o seu negócio e a sua marca irão reagir a essa nova forma de encarar o mundo. Às vezes até aqueles que pareciam inabaláveis mostram que, sem um motor constante voltado para novidades, não têm como escapar da perversidade dos consumidores desencantados, infiéis e exigentes. Veja esse link aqui.

O ano só começou e não sabemos se as previsões vão se concretizar, mas vale a pena ficar de olho. Seja para investir nessas empresas, criar uma nova marca, ou aprimorar seu papo para o boteco de quinta-feira é bom saber um pouco do que vem por aí.

Confira aqui o link com a lista da Forbes

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